Como realizar bem o controle de acesso à internet?

Alguns podem achar ruim, outros não. O fato é: nunca foi tão importante pensar em controle de acesso à internet nas empresas. E a gente te diz o porquê.

Nunca foi novidade o controle de acesso à internet nas empresas. Porém, a prática tem se tornado cada vez mais recorrente. Não somente como maneira de limitar o acesso dos funcionários. Mas de preservar arquivos e máquinas.

O grande risco com a internet é não saber identificar uma ameaça. Um site pode oferecer um download gratuito e, junto, enviar um malware.

Em um computador pessoal, o vírus infecta apenas a uma máquina. Mas, em uma rede, o menor dos deslizes prejudica toda a rede. O reparo, nestes casos, pode ser altíssimo.

Neste artigo, explicaremos sobre como funciona o controle de acesso à internet. E como realiza-lo de maneira eficaz.

Perigos da falta de controle de acesso à internet

A grande maioria das empresas trabalham com redes internas de computadores. E um servidor, onde alocam os arquivos mais pesados e importantes.

Todos os computadores têm acesso, em algum nível, a essas informações.

Imagine uma única máquina infectada. O malware será transmitido a toda a rede. Todas as máquinas, em pouquíssimo tempo, estarão comprometidas. Informações importantes podem correr risco.

Os casos mais comuns de infecções em empresas incluem ramsonwares (sequestro de dados), phishing (roubo de dados sigilosos), alterações de boletos ou dados bancários e comprometimento da rede e de equipamentos.

Há, ainda, a preocupação com a produtividade com a equipe. Aqui, existem duas vertentes diferentes.

Os defensores do acesso irrestrito mostram que há outras maneiras de melhorar a produtividade. Algumas pesquisas já afirmam que reduzir a jornada de trabalho é mais eficaz.

Porém, também existem estudos que apontam a presença negativa das redes sociais no ambiente de trabalho. E que mostram que 30% do tempo de trabalho é gasto com redes sociais.

O que bloquear?

Esta pode ser a maior dúvida na hora de estabelecer o controle de acesso à internet. Porque as políticas de acesso variam de empresa para empresa.

Em algumas, as restrições são maiores. E, em alguns casos, setores diferentes possuem acessos diferentes.

Sites duvidosos

Alguns sites podem oferecer grande perigo à rede. Como sites de notícias, que oferecem outras opções de conteúdo ao lado. E que nem sempre são confiáveis.

Clicar em sites de e-mails que caíram na caixa de spam também não é recomendado. Afinal, tem um motivo lógico para, justamente, estarem marcados como spam.

Estes sites podem utilizar dados pessoais para fraudes bancárias ou obter controle da máquina. O ideal é que, não somente estes, mas sites correlatos sejam bloqueados pelas ferramentas de controle de acesso à internet.

Redes sociais

Este é um ponto bastante complicado.

Nem todas as empresas possuem o mesmo tipo de negócio e organização. Logo, algumas dependem exclusivamente do acesso a redes sociais.

Porém, isso pode gerar um desconforto enorme. E baixa produtividade. Em um momento, uma atividade pode estar sendo realizada. Em outro, procrastinação.

Antes de realizar o bloqueio das redes sociais, é preciso ver:

  • Qual seu modelo de negócio;
  • Quais redes sociais geram maiores transtornos;
  • Quais setores sofrem mais com o uso irrestrito delas.

Feito isto, a escolha será a mais adequada possível.

E-mail pessoal

A maioria das empresas contam com e-mails coorporativos. O que permite não só uma seriedade maior, quanto um controle maior das informações.

Com eles, o administrador pode saber quando alguém recebeu um e-mail, quando leu e para quem encaminhou.

Além disto, e-mails pessoais podem ser usados para finalidades externas. O que abre brechas de segurança.

Mensagens instantâneas

Outro ponto bastante complexo.

A comunicação interna pode acontecer por e-mail? Sim. E não há qualquer problema com isto. Afinal de contas, torna ainda mais institucional.

Porém, em algumas situações (e empresas), a troca rápida de informações é melhor.

A principal desvantagem das mensagens instantâneas (Whatsapp, Messenger, Hangouts, Skype) são o alto poder de distração.

Conversas podem demorar muito tempo. E tirar o foco das atividades profissionais. Logo, o uso destas ferramentas deve ser bastante pensado.

Entretenimento

Algo muito, muito prejudicial à produtividade!

Em certo ponto, redes sociais e mensagens instantâneas também estão inclusas aqui. Porém, o entretenimento vai além disto.

Sites de fofocas, games, YouTube, apostas eletrônicas. Tudo isto atrapalha o desempenho profissional.

Além disto, são portas escancaradas de acesso a malwares. E é responsabilidade do controle de acesso à internet cuidar destes aspectos.

Pornografia e conteúdos perigosos

Por motivos óbvios.

E não é irreal pensar que os funcionários possam, sim, vir a acessar este tipo de site.

Além de passarem uma imagem completamente antiprofissional, são sites perigosíssimos. Tanto com relação à segurança digital quanto judicialmente.

Estes tipos de páginas podem conter conteúdo como pedofilia. E acesso e veiculação a este tipo de material é crime.

Arquivos em nuvem

Algumas empresas usam serviços de armazenamento em nuvem para gerenciar seus arquivos. Afinal, é um ótimo substituto para servidores locais.

Porém, permitir que estes sejam usados para uso pessoal em ambiente de trabalho abre algumas possibilidades. Como a transmissão de arquivos pesados (filmes, séries, games), o que gera instabilidade na velocidade da internet.

Além disto, baixar os gerenciadores em qualquer lugar pode trazer malwares à máquina. E, como vimos, uma máquina infectada em rede é prejudicial a toda empresa.

Sites de emprego

Outro bastante óbvio.

Não há qualquer sentido que sites de procuras de emprego estejam liberados do controle de acesso à internet. A menos, claro, que seja para divulgação de vagas da própria empresa ou seleção.


O controle de acesso à internet não pode ser encarado como cerceamento de liberdade no ambiente de trabalho. É uma forma de evitar problemas técnicos com os equipamentos digitais. As políticas de acesso da empresa deve ser pensadas – e explícitas – assim.



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